MODELO X SUBCELEBRIDADE: AFINAL, QUEM PODE SER DENOMINADO MODELO?

Afinal, o que é e quem pode ser denominado modelo? A profissão é secular: quer nome mais famoso do que Mona Lisa, grande musa de Leonardo Da Vinci e, talvez, principal “modelo” da Renascença? Ou então Marina Montini, famosa por ser retratada nos quadros do brasileiro Di Cavalcanti. Sim, elas eram modelos.

E assim como qualquer outra profissão, ao longo do tempo esta passou por uma profissionalização, ganhando leis, estatutos e sindicatos.

A profissão modelo passou por uma grande evolução nos últimos anos e, basicamente, hoje em dia, com todas as regulamentações do mercado, pode se denominar modelo aquele que, além de ter contrato assinado com alguma agência idônea, detém um DRT, registro profissional emitido pelo Sated (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões). Dessa forma, muitas pessoas que se autodenominam modelos, não o são, legalmente falando.

O mercado é dividido em algumas categorias:

Modelo Fashion

Modelo fashion, ou modelo de passarela ou até mesmo manequim, como se chamava antigamente, é aquela modelo que está dentro dos padrões internacionais: alta, magra e com medidas determinada pelo mercado – quadril estourando os 90 cm. A modelo fashion é aquela que aparece nos desfiles, nas páginas das principais revistas do mundo e nas campanhas das marcas de moda. Tem uma beleza mais elástica e ao gosto dos estilistas, fotógrafos, stylists e maquiadores. Vão desde uma beleza universal como Natalia Vodianova até as mais “estranhas” como Lily McMenamy e Daiane Conterato. São representadas pelas principais e mais renomadas agências.

Modelo Comercial

Modelo comercial, ou como muitos dizem, modelo fotográfica (termo mega cafona), é aquela modelo que não precisa necessariamente estar dentro das medidas impostas pelo mercado – muito alta e magra – mas que trabalha muito bem, obrigado. São os rostos das mais diversas campanhas publicitárias, de comercial de cerveja a anúncio de carro. Hoje em dia, muitas modelos do mercado fashion podem ser consideradas também comerciais, como Gisele ou Alessandra Ambrósio. O mercado está bem amplo quanto a isto. Modelos comerciais também são apresentadas pelas principais e mais renomadas agências.

Modelo Plus Size

O mercado das plus size vem crescendo a cada ano. Modelos plus size são aquelas que quebraram as regras do mercado e ditaram sua própria referência de beleza. Estão longe das medidas impostas pela indústria e têm manequins acima de 44. São lindas e sexy com seus quilinhos a mais. Vem aparecendo com frequência em trabalhos do setor fashion, desde editoriais com Steven Meisel para a “Vogue” Itália a campanhas de marcas como Diesel. Nomes como Justine LeGault, Candice Huffine e a brasileira Fluvia Lacerda estão virando verdadeiros fenômenos do segmento. Grandes agências mundiais estão cada vez mais apresentando este tipo de modelo e criando um departamento específico para estas meninas. 

Modelo de Promoção ou Evento

Modelos de promoção ou de evento são aquelas que são contratadas para serem recepcionistas em eventos ou stands. Não existe um tipo físico imposto pelo mercado. Aliás, é uma indústria paralela à da moda. Este tipo de modelo é agenciada por agências especializadas em eventos e promoções e você não encontrará em uma agência fashion/comercial.

E as subcelebridades?

As subcelebridades são erroneamente creditados como modelos pela mídia. Não há um atributo específico para ser uma subcelebridade, mas em geral são aqueles personagens que, com a popularização das mídias sociais, encontraram uma forma de promoção de imagem: mulheres-fruta (Melão, Pêssego, Maçã e todo o horti-fruti que vemos hoje em dia), ex-participantes de reality shows, populares de mídias sociais, bombados de academia, etc. São figuras que surgem e desaparecem todos os dias na TV e na internet. Modelo é modelo, subcelebridade é subcelebridade.

Para Jocler Turmina, da Joy Model Management, existe uma total desinformação nacional sobre a profissão modelo: “Viajo o Brasil todo visitando agências e sempre escuto perguntas dos pais e das futuras modelos sobre isso. Durante muito tempo o nome modelo era dado a todas as ‘profissões’ que não tinham uma identidade própria: dançarinas de bandas musicais, dançarinas de casas noturnas, recepcionistas de eventos, título de miss e símbolos populares sexuais, como as subcelebridades. Acontece que isso atingiu diretamente o grupo de modelos fashion e comerciais e acabou criando confusão. Uma menina, para ser chamada de modelo, precisa antes de tudo ter uma estrutura física para o exercício da profissão. A mídia, principalmente programas de auditório populares, contribuíram para batizar erroneamente pessoas como modelo. Portanto, isso acaba generalizando a profissão e construindo conflitos e confusão de identidade”, diz.

Para Isa Coffers, booker da Way Model Management, a própria mídia é uma das responsáveis por essa falta de informação. “Não admito e sempre vou reivindicar como eu puder todas as vezes que eu ler em uma chamada de site ou programa de TV a palavra “modelo” atribuída a pessoas que não são agenciadas por uma agência séria”, diz. Para ela, devido à falta de ética e de informação de jornalistas que trabalham em grandes veículos, modelo transformou-se em um adjetivo dado a pessoas sem profissão.

Toda a onda de falta de informação traz a necessidade de atualizações sobre o assunto, disseminando assim a realidade e a informação correta. O mercado de modelo é totalmente estabelecido, legalizado e movimenta milhões no mundo todo.

por Higor Bastos/FFW

Foto: Marcelo Soubhia/Agência Fotosite

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